quarta-feira, 13 de novembro de 2013

The Walking Dead - A Ascensão do Governador

Postado por risingdreams às 13:32 0 comentários



Para quem assiste a série, lê os HQ's, tem pesadelo , se prepara para o apocalipse zumbi, porque não ler o livro também? A princípio pensei que não fosse possível sentir a mesma tenção da série lendo um livro, até porque no HQ também não sinto aquele friozinho na barriga. Mas estava completamente errada. Talvez o livro traga mais a sensações horripilantes que a própria série. Talvez você se apegue a Penny, queira matar ou abraçar o Brian. Mas uma coisa é certa, seja lá qual for sua opinião a respeito do Governador, ela irá se multiplicar.
Minha visão geral do livro foi : "Pude sentir até o 'ar rançoso' e o cheiro de 'ocre'. Meu coração bateu dez vezes mais que se eu estivesse assistindo à um filme. E nunca ansiei tanto para que um personagem não morresse". Posso ter sido extremamente exagerada, mas acho que assim que as coisas tem que ser tratadas. A final, estamos falando de um apocalipse zumbi, não de um conto de fadas.
Sobre os autores, não escrevam mais separadamente. O casamento foi perfeito.

Sinopse:
 "Em The Walking Dead: A ascensão do governador, os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Para isso, é preciso conhecer a história de sua filhinha Penny e seu irmão Bryan. Com dois grandes amigos, eles formam um grupo de resistência nada comum. O objetivo é cruzar o estado da Georgia, percorrendo os 30 km que separam Weynesboro de Atlanta. A missão aparentemente simples é na verdade um desafio: estamos no meio de um apocalipse zumbi."      Por Robert Kirkman e Jay Bonansinga


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Um Conto Sobre O Mar

Postado por risingdreams às 06:56 0 comentários



O sol mal tinha acordado e ela já estava ali, admirando o quanto a maré tinha subido aquele dia. Podia ouvir barquinho à motor de longe, saindo da baía. Devia ser um pescador. O barulho distanciou-se até afoga-la novamente no silencio. Algumas lanchas de luxo balançavam fantasmagoricamente na água escura. O mar estava agitado lá fora. Talvez não fosse um bom dia para navegar. Sentou-se no trapiche mergulhando os pés descalços na água gelada. Era necessário sentir a água salgada todos os dias. Uma lontra passou alguns centímetros de seus pés, ignorando completamente sua presença. Era uma criatura especial, misteriosa, pouco avistada. A terceira vez que via em toda sua vida. Podia ser um dia sorte então. O sol já havia aparecido quando sua carona chegou. Um barquinho judiado pelo tempo e pelas ondas. 
"Demorei?"
"Não."
"Hoje o mar ta agitado."
"É.. Acho que consigo uns quadros bons."

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

No Coração Do Mar

Postado por risingdreams às 15:06 0 comentários

Sabe aquele livro que você pensa que todo mundo deveria ler na vida ? Esse é um deles. Encontrei ele escondidinho num sebo, naquelas seções que ninguém mexe e fica lá por anos, só criando mofo. Tava baratinho e bem conservado. Só comprei porque dizia que era a história que inspirou Melville a escrever Moby Dick. Como sempre, levei pra casa sem ler a sinopse ou qualquer indicação. 
Li durante uma saída de campo que ficamos quase dois dias dentro de um ônibus  onde para completar, comemos frutos do mar todo dia, então imaginem o nível legal que tava la dentro... Voltando para o livro, já de inicio fiquei encantada pelos motivos que levaram Nathaniel a escrever o livro, e mais ainda com a introdução que ele deu à história da caça as baleias no mundo. O cara conseguiu transformar uma biografia em um quase romance. Além de escrever muito bem, em momento algum deu vontade deu vontade de fechar o livro e terminar de ler depois. Sou suspeita para falar de qualquer assunto que envolva o mar, mas tenho certeza que esse é daqueles livros que encanta qualquer pessoa.
É uma história verídica de uma baleeira que foi atacada por uma cachalote, enquanto tentava caçar a mesma em pleno Pacífico. Depois de ter o navio completamente destruído pela baleia enfurecida, toda a tripulação dividiu-se em três botes, onde derivaram por mais de 60 dias, até serem resgatados próximos ao Chile. Em meio a uma segregação racial e até mesmo social, os homens se viram em horríveis situações de desespero e falta de humanidade. O melhor não vou contar aqui, porque é a alma da história. Mas fica a dica de leitura para uma saída de compo ou uma viagem de ônibus. :D

Querido Amigo,

Postado por risingdreams às 13:05 0 comentários
Tenho andado meio esquisita ultimamente, esquecida, apressada, desligada, sonambula. Esqueci de ler, de sorrir, de viver. Tudo está meio confuso, bagunçado... Meus livros estão esquecidos de baixo da cama (meu armário preferido). A parafina da minha prancha mofou. Minha pele desbotou, ta pálida, azul, verde, deve ser mofo também. Mas o pior, esqueci de sorrir. Fiz minha fotossíntese pela tela do computador, li poemas do Darwin, Bigarella, Wentworth e Suguiu. Nenhum deles falava de amor ou ataque zumbi. Comprei mais congelados e comi menos salada. Não sai pra dançar, surfar, beber, dormir na praia. Acho que o que eu mais temia aconteceu. Me tornei um deles. Esqueci de sorrir. Esqueci o gosto da amora tirada do pé. Esqueci como é a textura da areia quente. Esqueci da sensação deliciosa de pegar uma onda depois alguns dias de mar calmo. Esqueci de sorrir pra você, quando te avistava na esquina, me esperando para batermos um papo de cinco minutos até a universidade. Hoje acordei e tropecei no teu livro preferido. Aquele que tu  não lia, mas me perguntava cada detalhe, porque gostava de assistir à série. Não liguei, apenas engrenei no automático e segui meu dia. No final da tarde, perto da janta, passei por uma amoreira. Ainda havia duas amoras penduradas. A estação passou, eu nem percebi. Achei que ainda era inverno, mas já quase chegamos ao verão. No caminho pra casa, passei pela tua antiga casa, a que tu me esperava em frente pra irmos para a universidade. Não sei quem mora lá, mas ninguém me espera de manhã. O vizinho bateu na minha porta e pediu pra usar o microondas, enquanto esperava ele perguntou como foi meu dia. Automático, quase respondi. Então respondi que normal. Ele riu, disse que foi chuvoso, queria ter ido à praia. Ninguém me perguntava como havia sido meu dia há muito tempo. Acho que foi por ai que larguei meu sorriso. Preciso tomar uma decisão, ou o mundo vai me engolir.  Preciso voltar a respirar, e o mais importante, sorrir. Talvez quando você voltar eu tenha fugido desse mundo adulto, tenha deixado os artigos de lado, tenha comprado uma prancha nova, ou desenterrado aquele velho vídeo-game. Talvez adultos sejam só aqueles que se esquecem do gosto das amoras. Talvez eles precisem de ajuda também. Espero querido amigo, que não tenha esquecido de sorrir, que tenha surfado todos os dias, que tenha sentido o sol e percebido as estações passarem. Meu sorriso voltou ao lembrar de ti. Vou prende-lo a mim agora. Tchau amigo, vou sair pra ver o mar.
 

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